Num dia o Sr.Ministro da Economia diz numa conferência "A crise acabou". No dia a seguir o mesmo ministro diz que "Afirmar que a crise acabou é uma infantilidade e só o afirma quem não percebe nada de Economia."
...
...
...
...
Não é por nada mas...ò Sr.Ministro isto é que foi um tiro no pé! Escapou-lhe a boca para a verdade foi?
domingo, 15 de outubro de 2006
sexta-feira, 13 de outubro de 2006
domingo, 8 de outubro de 2006
Cats

Na mesma tarde em que a SIC encenou uma palhaçada com a Floribella na Avenida da Liberdade, achei que era melhor para a minha saúde ir ao Teatro. E aproveitei e fui ver o mundialmente famoso musical de Andrew Lloyd Webber "Cats".
Não há palavras para descrever o musical. É simplesmente brilhante. Não é só um musical sobre gatos. É um espectáculo de luz, cor, som e dança. Uma mistura de géneros musicais desde os cantos corais ao jazz.
Foi simplesmente arrebatador ouvir uma sala como o Coliseu dos Recreios rebentar em aplausos assim que se ouviu os primeiros versos da canção "Memory", ou a ovação efusiva do público no final do espectáculo.
Até aqui para mim Andrew Lloyd Webber era somente sinónimo de "Phantom of the Opera", mas a partir de dia 7 de Outubro de 2006 a minha ideia mudou. Andrew Lloyd Webber é "o génio". Só um génio é que consegue transformar uma série de rimas sobre gatos escritas por T.S.Eliot e transformá-las num musical que está em cena à mais de 25 anos.
Apesar da minha lealdade permanecer com "The Phantom of the Opera", "Cats" subiu rapidamente ao lugar de um dos melhores musicais que vi até hoje.
Recomendo vivamente que aproveitem a oportunidade para ir ver este musical que vale bem o dinheiro que se paga por ele.
De seguida segue-se a produção lusa de "Música no Coração" de Filipe La Féria que para mim - ao contrário dos pseudo-intelectualóides que acham que teatro é só aquelas peças péssimas e chatas da antiguidade clássica - é o melhor encenador português da actualidade...por uma simples razão: ele faz com pouco dinheiro aquilo que muitos encenadores na Broadway não conseguem fazer com rios de recursos.
Até lá vou ouvindo a banda sonora do "Cats" que á igualmente soberba.
terça-feira, 3 de outubro de 2006
Comunicado
Informa-se os fantasmagóricos leitores deste covil que a partir de agora os textos de carácter sócio-político sem qualquer tipo de humor estarão noutro espaço onde convido a uma conversa mais séria e a Pensar Portugal.
Neste blog segue a vertente humorista...
Neste blog segue a vertente humorista...
sexta-feira, 22 de setembro de 2006
Edgar Allan Poe - Annabel Lee
Hoje algo extremamente invulgar...mas que dedico a uma certa e determinada menina cujo nome não necessito mencionar:
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão porque, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demónios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim estou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão porque, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demónios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim estou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.
Edgar Allan Poe (tradução de Fernando Pessoa)
segunda-feira, 11 de setembro de 2006
Onde é que tu estavas no 11 de Setembro?
E pronto eis que passaram 5 anos que caíram as torres...sim 5 anos!
Eu sei...ainda anteontem as viram cair...pois eu compreendo...aliás aquelas torres já devem ter caído mais de um milhão de vezes na tv portuguesa...
Perguntaram-me a típica pergunta que Baptista Bastos costumava fazer a propósito daquela data inominável que ocorreu algures em Abril, mas desta feita sobre o 11 de Setembro. A minha resposta?
Estava em casa. Estava em casa sossegado à espera que a minha avó tivesse o almoço pronto. Estava entretido a montar uma das minhas maquetas do Titanic (barco que é conhecido por NÃO ter tido nenhum desastre). Enfim...sinceramente confesso que assisti aos embates e ao desmoronamento das torres com uma indiferença e frieza estranha...aliás...seria estranha para quem não me conhece.
Anyway, passam 5 anos e a "guerra ao terrorismo" poucos efeitos surtiu...e continuará sem sortir...pelo menos enquanto não se começar a tratar os terroristas como eles devem ser tratados...à força das balas e da tortura. Até lá, vamos dar graças a Deus por vivermos neste pequeno jardim à beira-mar plantado e rezar para que os porcos terroristas não descubram que Portugal não faz parte de Espanha.
Eu sei...ainda anteontem as viram cair...pois eu compreendo...aliás aquelas torres já devem ter caído mais de um milhão de vezes na tv portuguesa...
Perguntaram-me a típica pergunta que Baptista Bastos costumava fazer a propósito daquela data inominável que ocorreu algures em Abril, mas desta feita sobre o 11 de Setembro. A minha resposta?
Estava em casa. Estava em casa sossegado à espera que a minha avó tivesse o almoço pronto. Estava entretido a montar uma das minhas maquetas do Titanic (barco que é conhecido por NÃO ter tido nenhum desastre). Enfim...sinceramente confesso que assisti aos embates e ao desmoronamento das torres com uma indiferença e frieza estranha...aliás...seria estranha para quem não me conhece.
Anyway, passam 5 anos e a "guerra ao terrorismo" poucos efeitos surtiu...e continuará sem sortir...pelo menos enquanto não se começar a tratar os terroristas como eles devem ser tratados...à força das balas e da tortura. Até lá, vamos dar graças a Deus por vivermos neste pequeno jardim à beira-mar plantado e rezar para que os porcos terroristas não descubram que Portugal não faz parte de Espanha.
sábado, 9 de setembro de 2006
Este nosso Portugal...[2]
Estava a ver o telejornal da SIC quando no âmbito de uma reportagem sobre a relação entre os jovens e as suas mesadas, pergunta a jornalista a um rapaz com não mais que 9 anos de idade:
-Então e já sabes o que queres ser quando fores grande?
- Sim. Ministro das Finanças - responde prontamente o petiz.
A jornalista obviamente espantada pergunta:
- Ai sim? Porquê?
E diz o garoto calmamente:
- Para ensinar ao governo como é que aquilo (a gestão das finanças) se faz!
Muito mal vai um País onde até já as crianças reconhecem a incompetência deste governo rosa...
-Então e já sabes o que queres ser quando fores grande?
- Sim. Ministro das Finanças - responde prontamente o petiz.
A jornalista obviamente espantada pergunta:
- Ai sim? Porquê?
E diz o garoto calmamente:
- Para ensinar ao governo como é que aquilo (a gestão das finanças) se faz!
Muito mal vai um País onde até já as crianças reconhecem a incompetência deste governo rosa...
O Regresso de Jack!

Um dos maiores e mais emblemáticos clássicos da animação frame-to-frame, "O Estranho mundo de Jack" está de volta.
13 anos depois do lançamento do filme a Walt Disney Pictures e Tim Burton preparam-se para lançar uma versão 3D realizada através do mesmo processo de "Chicken Little". A estreia está marcada para 20 de Outubro nos EUA...por cá...como costume, sabe Deus quando sairá...é que o filme será para ser visionado com óculos 3D e cá já se sabe que a tecnologia está uns 20 anos atrasada face ao resto do mundo...
De qualquer das maneiras é daqueles clássicos que não se pode perder mesmo...Jack's back!
sexta-feira, 8 de setembro de 2006
O pacto laranja-rosa
Não gosto dos sociais-democratas...mas ainda detesto mais socialistas. Curiosamente estes dois que passam a vida às turras assinaram um pacto para a Justiça.
Não é por nada mas com a sede de protagonismo que alimenta o PSD e o PS, cheira-me que este pacto para a Justiça vai ser tão lucrativo e duradouro como o pacto de não-agressão Germano-Soviético...
Não é por nada mas com a sede de protagonismo que alimenta o PSD e o PS, cheira-me que este pacto para a Justiça vai ser tão lucrativo e duradouro como o pacto de não-agressão Germano-Soviético...
sexta-feira, 1 de setembro de 2006
Verdades...
"Perante a amizade mais provada, perante o amor mais extremoso, a alma, por mais expansiva que seja, não se revela toda. Há uma parte obscura do nosso mundo interior, sempre inacessa aos olhares estranhos, onde se refugiam esses muitos segredos do eu para eu, segredos de que nós mesmos nos riríamos, se os lábios ousassem pronunciá-los um dia - que não ousam"
Júlio Dinis
in "Uma Família Inglesa"
Subscrever:
Mensagens (Atom)
