quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Atchim...e Blu-Ray

...peww...tanto pó que vai neste blog. É verdade, raramente aqui venho, mas tenho uma boa desculpa! A porcaria da blogspot interfere com o email da Gmail...e se abrir isto a conta do Gmail fecha-se e depois tenho de estar a reabrir. E eu sou preguiçoso. Enfim.

Ora venho aqui deixar um desabafo...há cerca de 1 mês decidi render-me à Alta Definição. Como comprei um daqueles plasmas LCD grandes só para mim achei que também estava na altura de o aproveitar ao máximo e usar o HD. Ora para isso comprei um Leitor de Blu-Ray. Coisa gira e que melhora a imagem dos DVDs quando nele reproduzidos, para além claro de reproduzir Blu-Rays.
Eis agora o que me irrita: já viram o preço dos Blu-Rays neste país miserável? São um roubo! Sejam filmes velhos ou novos, bons ou maus, todos custam 29.90€ mais cêntimo menos cêntimo. Há uns a 25€ e é o mais barato que se arranja...Isto é deprimente principalmente porque é uma aldrabice. E quem perde? Certamente que as fnac's e companhia. Porque podiam vender muito mais e não vendem. Sabem porquê? Porque as pessoas que realmente usam HD e essas coisas também sabem usar a internet e qualquer Blu-Ray comprado no estrangeiro sai mais barato! Senão vejam este exemplo:

Sweeney Todd: O Terrível Barbeiro de Fleet Street (versão filme do Tim Burton)

Preço em Inglaterra: £8.98 (aqui)

Preço na Alemanha: 12.98€ (aqui)

Preço em França: 12.99€ (na Amazon) e 15€ (na Fnac.fr)

PREÇO EM PORTUGAL: 29.95€ (na Fnac ou em qualquer outro lado porque "estranhamente" os preços do Blu-Ray são iguais em todo o lado...tipo a gasolina...)

Nós devemos de facto ganhar muito melhor que os Alemães ou os Ingleses...nós até pudemos pagar o dobro pelas coisas e tudo! E depois perguntam-me: Porque é que mandas vir tanta coisa do estrangeiro?
...
...
Isto responde à vossa pergunta?????!

Ah e para os senhores que passam a vida a falar contra a pirataria...pois fiquem a saber que apesar de ainda não haver grandes caixas de Blu-Rays virgem, mesmo o pack de 3 Blu-Ray virgens sai mais barato do que comprar UM Blu-Ray original. E sacar os Blu-Rays da net isso então custa Zero. Talvez quisessem pensar bem no que estão a fazer antes de colocarem os preços nos produtos. É que não é a Lei que vai conseguir combater a pirataria quando os próprios vendedores a incentivam indirectamente...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Pérolas do YouTube: "New Moon" Exclusive INTERVIEW

Quando o talento de jovens americanos se alia ao bom sentido de humor e à tecnologia do YouTube, podemos passar horas na internet a ver sketches que metem praticamente toda a produção televisiva de "humor" a um canto.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Actualidade...

Agora que vamos começar a entrar em época eleitoral, convido-vos a recordar este sketch dos saudosos Sr.Feliz e Sr.Contente... isto foi em 1977...32 anos depois é tão bom ver que tudo está na mesma...

domingo, 31 de maio de 2009

O Dia em que se percebe...

...que afinal a Susan Boyle não é uma Paul Potts no feminino. E que afinal não canta assim tão bem como isso.

http://www.youtube.com/watch?v=U7Ayk9G7-sc

Em 3 minutos conseguiu assassinar uma das mais belas melodias escritas por Andrew Lloyd Webber para o musical "Cats". E tudo porque ninguém soube ajudar a mulherzinha a escolher uma música que encaixe com a voz dela...enfim...

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Pérolas do YouTube: "The overthinker - ep.1"

...

And though I would be keen
And never question how or why
I would trade it all to live and die...
...an ordinary man...
I ask no better than...
...an ordinary man...


(in Wildhorn's Rudolf - musica de Frank Wildhorn, letra de Jack Murphy)

domingo, 22 de março de 2009

Meu Deus...



Eis o problema de juntar:
- Uma gaja mal educada
- Convencia que é boa só porque tem um canudo
- Problemas de audição
- Um mau cabeleireiro

Ela não é a Ariel...ela é mais a Ursula com 26 anos!!!

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Os Produtores - Lisboa 28 de Fevereiro


Produtora nova, muitas dúvidas, preços absurdos e um erro colosal de casting foi o espírito com que fui ver o Musical Os Produtores ao Teatro Tivoli no dia 28 de Fevereiro. Já conhecia o Musical e sempre gostei dele. Como tal, a palavra que melhor descreve esta produção é: média.
Sobre o Elenco:
Como a Cherry é uma produtora recente, obviamente tinham de escolher nomes sonantes para os papéis. Nuns casos resultou, noutros não.
Como Max Bialystock, Miguel Dias é irrepreensível. Não era a minha primeira escolha, diga-se. Sempre que imaginei o Musical em Portugal, a cara de Max para mim era a de Herman José. Miguel Dias contudo não desilude, muito pelo contrário. Criando sempre grande empatia com o público arranca gargalhadas mesmo nas situações mais inesperadas.
Manuel Marques foi a escolha para o papel de Leo Bloom, o contabilista e depois sócio de Max. Ele como actor de comédia é muito bom. Como cantor nem por isso. Apesar de afinadinho, tem uma voz demasiado anasalada o que ao fim de um bocado se torna bastante irritante. Em palco, forma uma dupla gira com Miguel dias, porque praticamente são uma reinvenção do Bucha e Estica.
Rui Mello faz de Roger deBris, um encenador gay da Broadway mas que gosta de fazer os jornalistas crer que é hetero. Tinha visto o Rui na TV mas nunca foi actor que chamasse a atenção. Como Roger deBris ele foi simplesmente brilhante! Completamente de morrer a rir. Quando encarna Roger deBris a fazer de Hitler já não foi tão giro, mas mesmo assim, hilariante.
Rodrigo Saraiva encarna Carmen Ghia, o assistente super-gay de Roger deBris. O Rodrigo pula, dança, canta, salta, faz trinta por uma linha, mas nem é das personagens que tenha mais desenvolvimento. Contudo, faz um bom par com Rui Mello.
E agora vamos àqueles que foram completos erros de casting:
Pedro Pernas como Franz Liebkind, o alemão exilado que jura a pés juntos que não teve nada a ver com a Guerra. O Pedro pode ter formação, mas sinceramente não para musicais. O seu Franz era completamente desinspirado e uma tentativa falhada de imitar Will Ferrell (que fez o mesmo personagem no filme). Faltava-lhe credibilidade e o capacete de guerra dele mais parecia um penico de criança pintado de cinzento. Voz afinada e boa capacidade de dança, mas ficou-se por aí...
Custodia Galledo como Agarra-me, Dá-me Tautau. A Custódia faz o papel de uma das velhinhas que Max "come" para sacar o dinheiro para as suas peças. Pouco mais. É no fundo, mais um desperdicio no Musical do que um erro de casting.
E eis o meu grande problema:
Rita Pereira no papel de Ulla...a SUECA boazona (e sublinho SUECA). A Rita NÃO CANTA de todo. É bonita e tem um corpo bem torneado o que lhe valeu. E anda na moda, o que serve para atrair pessoas para o musical. Como não canta, o solo de Ulla, "When you got it, flaunt it" foi transformado num dueto onde Rita canta com Miguel Dias. Ora a grande voz do Miguel sobrepõe-se à da Rita e pronto, basicamente ela fica sujeita ao seu papel de "look hot". A peruca loira também não ajuda NADA. Ritinha, uma boa profissional pintaria o cabelo pelo menos ;) Mas enfim. Lado bom da Rita é mesmo o corpo fantástico que ela exibe durante todo o Musical e que dificilmente deixa alguém indiferente. A moça esforça-se, isso reconheço-lhe, mas sinceramente, Musicais não minha querida...
Quanto à orquestra, foi o ponto alto da tarde. 20 musicos na orquestra não é algo comum de ver em Portugal. Logo a musica soava fantastica. Já os cenários eram de um amadorismo primário. Eu sei que estou mal habituado aos cenários fantasticos do Filipe La Féria, mas quer o Cabaret quer o Sweeney Todd que não eram producções dele, tinham cenários melhores que estes Produtores. A encenação estava aceitavel contudo. Poucos momentos mortos, ideias giras para resolver o problema das mudanças de cenários...
Sobre a tradução:
As pessoas que me são mais chegadas sabem que este é para mim um ponto muito querido e importante. E este musical apesar de bem adaptado em termos de texto falado, estava fraquinho no que toca às músicas. Vogais extendidas para caber na metrica, traduções à letra mal conseguidas, rimas forçadas...enfim, algo não muito agradável para a minha pessoa. Além disso, canções como "King of Broadway" e "Old Bavaria" foram cortadas na versão portuguesa ao contrario de todas as versões de palco do resto do mundo.

O pior de tudo nesta produção não foi contudo os erros de casting nem a tradução. Foi sim o preço que a produtora cobra pelos bilhetes. 45€ pela primeira plateia é um ROUBO para a forma como este espetáculo foi apresentado. Porque se acharmos que estes 45€ são o preço aceitável, então vou ter de falar com o Filipe La Féria porque anda a cobrar muito pouco pelos seus espetáculos.
Como produtora nova a Cherry devia ter pensado em preços mais acessiveis para promover a própria editora em vez de querer cobrar tanto quando o público não a conhece. É que, num periodo de crise, este tipo de preços aplicado a um espetáculo com a baixa qualidade de Os Produtores, é um erro craso de marketing, especialmente quando só paguei 16€ para ir ver o Sweeney Todd ao Teatro Aberto e o espetáculo tinha o triplo da qualidade destes Produtores.
O resultado claro viu-se já: o Teatro está normalmente só metade cheio, e já houve sessões canceladas...
Em resumo, o musical é aceitável mas não vale de todo o $ cobrado. Por isso, só se forem fans de musicais como este vosso humilde servo ou não tiverem mesmo onde gastar o dinheiro é que vale a pena gastar o dinheiro para o ir ver. Caso contrário, vão antes ver o West Side Story que sempre aplicam melhor o dinheiro...

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Amor sem barreiras - Politeama


Como muita gente me perguntou como era o Musical, tornou-se mister escrever aqui uma pequena "review" do mesmo. Atenção que isto baseia-se na pouca informação que se consegue obter só vendo o musical uma vez e eu só vi a estreia a convite do meu amigo, Filipe La Féria.
Alguns chamam-lhe "o musical dos musicais". A mim permitam-me discordar profundamente. A história é basicamente a história de "Romeu e Julieta" de Shakespeare, mas transposta para os anos 50 do século XX, numa Nova Iorque onde imigrantes brancos americanos lutavam contra imigrantes pretos porto riquenhos. Basicamente, americanos contra americanos, em vez do confronto entre os Capuleto e os Montechio. No centro da história, Maria e Tony (leia-se Julieta e Romeu). West Side Story (WSS) estreou nos palcos da Broadway e foi imediatamente reconhecido como umas das mais criativas produções musicais do século XX. O seu sucesso enquanto filme foi igualmente estrondoso e o musical mantém-se ainda hoje como uma das maiores contribuições para o Teatro Norte-Americano.
Tudo isto seria muito bonito...se estivéssemos nos EUA. Quanto a mim, WSS é isso mesmo: um Musical Americano. As danças dos porto riquenhos são clichés, a forma como os gangs andam nas ruas lembram mais um bando de maricas numa parada da gay pride e as roupas são tipicamente made in USA - Anos 50. Para quem não gosta da época, como eu, este Musical é uma autêntica tortura.
Em Portugal, Filipe La Féria conseguiu arrancar muita da porcaria que a produção da Broadway tem. Os gangs já não parecem tanto um bando de Amélias e a história flui muito melhor. Graças a Deus os gangs já parecem gangs, e o musical é muito mais suportável. Aliás, vê-se muitíssimo bem. O ponto alto a meu ver são sem duvida os cenários. Uma réplica da Ponte de Broklyn ao fundo do palco com carrinhos a passar de um lado para o outro, e a cidade de Manhattan em fundo, reflectida no East River. Quem viu "A Canção de Lisboa" certamente se lembra de um cenário identico mas com Lisboa em vez de Nova Iorque. Anyway, talvez a parte mais bonita do cenário. O musical é todo muito cheio de cor, onde predomina o vermelho claramente.
Os actores são o outro ponto forte. Pedro Bargado que fez dos melhores Judas que vi e ouvi (e eu vi e ouvi bastantes) regressa no papel de Bernardo, irmão de Maria, ao lado de (na estreia) Lúcia Moniz no papel de Anita a sua namorada. Cátia Tavares, que deixou Um Violino no Telhado no Porto, veio para Lisboa para encarnar o papel de Anita. E muito bem. A moça apesar de não ser propriamente muito bonita, tem uma voz fantástica. Carlos Quintas no papel de Tenente Schrank é, como seria de esperar uma lição de "como ser actor". Esta lição bem que pode ser aprendida por Ricardo Soler, no papel de Tony. Ricardo não é actor. Aliás, o jeito dele para representar é muito pouco ou nenhum. Canta bem é certo, mas num papel tão exigente como o de Tony (Romeu) não pode haver lugar para quem só canta bem. Nas cenas em que contracenava com Pedro Bargado então, levava uma tareia que até metia pena. Foi o único em palco que ficou mesmo a destoar. Por mim ele devia era voltar para a Enfermagem, que lá é que ele estava bem...
No geral o musical é bonito e tem momentos realmente engraçados. O público adorou, se bem que o público da estreia é sempre suspeito. Contudo, se quiserem um serão bem passado no Teatro, recomendo West Side Story a todos. Mas se estão indecisos entre West Side Story ou Um Violino no Telhado, nesse caso recomendo o 2º. Quanto mais não seja porque a própria música é melhor.
West Side Story não é o musical dos musicais a meu ver. Aliás obras como "Rebecca" de Michael Kunze e Sylvester Levay, "The Scarlet Pimpernel" e "Drácula" de Frank Wildhorn ou "O Fantasma da Ópera" e "Sunset Boulevard" de Andrew Lloyd Webber são muitíssimo melhores. Mas, até que esses cheguem aos palcos portugueses, West Side Story é uma opção para quem goste de "Romeu e Julieta".

quarta-feira, 15 de outubro de 2008