sexta-feira, 28 de julho de 2006

Economia aplicada aos sentimentos:

Lição nº2

"Relação custo-benefício de uma relação a dois"

Como é sabido, hoje em dia não há Cinderelas ou príncipes encantados (por mais que na Florisberta nos queiram convencer que sim). Como tal qualquer relação entre um rapaz e uma rapariga é economicamente traduzível numa relação custo-benefício.
Vejamos. Para um rapaz os custos serão:
- a liberdade (derivado do factor "exclusividade" que as raparigas exigem numa relação). Sem liberdade de entrada no mercado das restantes raparigas, o agente "rapaz" fica logo em desvantagem.
- a atomicidade, ou seja, a liberdade de várias opções. Não há variedade na oferta.
- Capital. Porque vamos ter de pagar os presentes, os cinemas, os jantares, os lanches, a gasolina/gasóleo do carro para as levar a passear etc etc etc
Já no que toca à rapariga não terá grandes custos pois será a maior beneficiada com a relação.
E benefícios? Há claro...o rapaz não necessita de estar tanto tempo para levar a rapariga para a cama. Com a namorada bastam uns minutos e o mínimo de conhecimento do outro agente para que se efectue a troca.

Resumindo, nos compromisso hoje em dia, a relação custo-beneficio é extremamente desfavorável para o agente masculino uma vez que, o único beneficio que retira da relação é mesmo o sexo. E isto porque, como explicado na Lição nº1, assim que a rapariga se fartar, troca de bem económico porque ela estranhamente possui liberdade de circulação no mercado.
Quando o rapaz reganha essa liberdade de circulação, geralmente é porque ficou sem a namorada. O que, economicamente analisando, nem é nada mau.

8 comentários:

Joao disse...

se publicares isto ainda ganhas uns trocos...tá brutal

Jan disse...

Bem, caro colega, como obviamente previrá, a minha visão do relatado é cooooooooooompletamente diferente. Não, não acredito nem tenho um prínicipe encantado (embora às vezes aparente ser a Gata Burralheira devido ao meu lenço na cabeça), mas acredito no amor verdadeiro. Fundamentalemnte vivo no Amor com A grande. Aquele que me ensinaram, o único que faz sentido e que completa totalmente. E antes de ripostar que tudo isto são babelas, experimente. Entenderá, então, porque sou feliz.

*Comentário suficiente pra me redimir?
=)

***
Jan

Fantasma da Opera disse...

A colega não devia confundir o amor a Deus com o amor entre mortais. A análise é feita a este último;)

Sucesso disse...

ai ai ai... na na na... o meu ponto de vista é bem diferente. Liberdade: por acaso os rapazes nao exigem exclusividade e não dizem sempre que num homem é normal ter certos devaneios e numa mulher nao? Isso sera assim tao verdade?
atomicidade: pois... realmente nao ha muito por onde se escolher... "ja nao existem homens como antigamente"
Capital: essa entao... pensa bem... hoje em dia divide se tudo: refeiçoes, gasolina, quando se vai ao cinema cada um paga o seu etc etc... há uns anos atras é que isso era impensavel! O homem realmente pagava e fazia questao disso, ate para mostrar a sua masculinidade, virilidade, e marcar terreno: aqui quem manda sou eu! As cobranças depois acabavam sempre pro surgir de outra forma.
Hoje em dia as coisas sao muito diferentes... nao sei se para melhor... isso seria um tema que daria "pano para mangas", porque para mim homens e mulheres sao seres humanos diferentes. E cada vez se vê menos aceitaçao nisso. Esta coisa da igualdade.... numas coisas concerteza que era necessario mexer mas... nao em tudo!Nao concordo que seja um beneficio para o rapaz demorar pouco tempo a levar uma rapariga para a cama. Acho que logo aí à partida perde o melhor que é o prazer da descoberta, o jogo de sedução, a criatividade, a magia, etc etc etc...Quanto ao beneficio: ser unicamente sexo... e sera que é sexo que vale apena? sera que com tantas facilidades acabam por saber o que realmente é sexo? ou ficam so com uma ideia de prazer imediato e um vazio no fim? É que para mim sexo é muita coisa... outro tema que daria uns tantos debates. Talvez uma mulher troque rapidamente de homem porque nao consegue ver nos que existem um homem verdadeiro... e ande à procura do que ja nao existe.Uma relaçao a dois tem tanto que se lhe diga. O problema hoje em dia, acho eu, é as pessoas pensarem que uma relaçao é "fast food". Uma relaçao tem que amadurecer, tem que se lutar por ela, nao se pode querer mudar ninguem a sua imagem e semelhança ou as suas expectativas. Hoje em dia perante um problema as pessoas preferem virar as costas a resove lo... outro tema... onde se pode dizer muita coisa... é melhor ficar por aqui... senao o fantasma ainda me aparece por aí...Mas gostei da tua abordagem. Parabens!

DJ disse...

Sinceramente, só tem o tal problema económico quem for muito burro. Um tipo com um mínimo de dignidade paga as contas de vez em quando, caso ela também as pague de vez em quando. Se querem alguém para lhes pagar as continhas todas, vão pedir ao papá. Eu pago algumas, desde que ela também pague algumas. Eu pago a gasolina do meu carro, porque o carro é meu e porque não a vou buscar e levar apenas para seu proveito pessoal, mas também para o meu. Porque se for para fazer de taxista, começo a cobrar tarifário. Mas, se eu gostar dela, vou buscá-la e levá-la porque mais vale ser eu a deixá-la em casa, do que vê-la apanhar um transporte, etc. Traz vantagens aos dois. Essa questão é diferente. Quanto ao resto, acredita só paga sempre quem for burro. Sobre o restante, as mulheres são muito diferentes em muita coisa. Mas há algumas em que são... mulheres! E aí são todas iguais. Mas, se fossem todas iguais, acredita que era tudo muito difícil. Há mulheres muito, muito, muito diferentes e interessantes e outras das quais queremos distância.

Fantasma da Opera disse...

Relembro que se trata de um texto puramente humurístico que até mereceu umas gargalhadas da minha namorada;P
Mas levantaram questões pertinentes que talvez até venham a dar um texto mais sério;)

Joshua disse...

O dar macho e como o dar fêmeo: elas dão o corpo, nós damos o corpo ao manifesto para lhes dar o engodo que as leve a dar-nos o corpo.

Sucesso disse...

HUMMM ... eu entendi perfeitamente que o texto estava escrito num certo tom humoristico, mas como a brincar a brincar vao se dizendo umas verdades, resolvi meter a "colherada" e falar sobre o que penso. Fui muito dura??? Nao te esqueças que eu ainda sou de carne e osso... tu sendo fantasma é bem diferente. Devo dizer tambem que a tua namorada deve ter um sentido de humor excepcional ;)Voltarei... mi aguarde!